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O nome original do Esperanto é "Lingvo Internacia", que melhor se traduz por "língua para ser internacional". |
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Por Redakcio
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Brazila Esperantisto - numero 332
Acabou de ser lançado o número 332 da revista "Brazila Esperantisto". O conteúdo abrange artigos sobre o movimento esperantista, sinônimos em Esperanto, evolução do Esperanto e manutenção da simplicidade desta língua, bem como uma seção humorística, tópicos científicos e tradução de um conto de Maria Luiza de Andrade. Boa leitura! Ĵus lanĉiĝis numero 332 de la revuo "Brazila Esperantisto. La enhavo ampleksas artikolojn pri la Esperanto-movado, sinonimoj en Esperanto, evoluo de Esperanto kaj konservo de la simpleco de tiu ĉi lingvo, kaj ankaŭ komikan angulon, sciencajn temojn kaj tradukon el rakonto verkita de Maria Luiza Andrade. Bonan legaĵon! Clique sobre a imagem para receber sua cópia!
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Por Redakcio
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Márcio Cotrim, jornalista e autor do livro o Pulo do Gato, articulista do jornal Correio Braziliense, em um artigo de 5/7/08, bem estruturado em suas argumentações, fez referências negativas e impróprias ao Esperanto e foi rebatido por dois esperantistas que reproduzimos abaixo.
Aloisio Sartorato, RJ, rebateu o jonalista da seguinte forma: Prezado Sr. Márcio Cotrim:
Tomei conhecimento através de um amigo residente em Brasília do excelente artigo de sua lavra intitulado "O papel das Academias" e publicado na edição de hoje do Correio Braziliense.
Entretanto, em certo trecho de seu artigo, o prezado articulista afirma: Na verdade, somos vítimas da Torre de Babel, algaravia que nos azucrina os ouvidos. Já se buscou resgatar a maldição bíblica com línguas que seriam universais, generosa proposta ecumênica, mas a principal tentativa, o Esperanto, não vingou. Até a ONU o recusou como sexta língua oficial, que miopia! Ao longo dos séculos, o poderio das nações mais fortes tem imposto idiomas hegemônicos. O espanhol e o francês, já tiveram seu tempo, como o grego, o latim e línguas antepassadas. Agora predomina o inglês, a língua da tecnologia, da informática, do marketing – enfim, do capitalismo.
Na qualidade de divulgador da língua esperanto, permita-me contra-argumentar que, ao contrário do que afirma, o esperanto vingou sim! Surgido há 120 anos, fruto do trabalho isolado de anos de um poliglota e idealista, o esperanto se espraiou pelo mundo e hoje se encontra presente nos cinco continentes, com usuários do idioma em mais de 1.000 cidades, de 100 diferentes países. Possui literatura própria, constituída de dezenas de milhares de títulos publicados, sendo também reconhecido, desde a década de 90, como língua literária por resolução do PEN Clube Internacional. Regularmente publicam-se centenas de periódicos nessa língua e o esperanto é a única língua de trabalho de centenas de congressos e encontros internacionais, realizados ao longo do ano. Por outro lado, a UNESCO, através de duas resoluções, em 1954 e 1987, reconheceu o valor do esperanto para o intercâmbio cultural entre os povos. Seu idealizador, L.L. Zamenhof, foi reconhecido, por essa mesma instituição, em 1959, como grande vulto da humanidade.
Voltando à sua afirmação acima "mas a principal tentativa, o Esperanto, não vingou. Até a ONU o recusou como sexta língua oficial, que miopia!", poderíamos dizer que não está ao alcance dos esperantistas para que ela se torne uma língua oficial da ONU. Por que? Porque há grandes interesses políticos, culturais e econômicos a privilegiar meia dúzia de idiomas entre os milhares existentes no mundo. Apesar de ser a sexta língua mais falada do mundo, o português não é língua oficial nem da ONU, nem da UNESCO. E olha que por trás do português há vários países, membros desses organismos internacionais.
O esperanto bate de frente contra uma ordem lingüística mundial existente há 6.000 anos. Dificilmente, alguém abrirá mão de seus privilégios em favor do esperanto ou de qualquer outra proposta semelhante. O cristianismo levou 300 anos para se tornar a religião oficial do império romano, depois de séculos de perseguições que sofreu. O que parecia algo imutável, o Muro de Berlim, de repente, caiu por terra. Quem sabe se algum acontecimento num futuro não muito distante leve os homens a decidir a favor do esperanto. Cordiais saudações, Aloísio Sartorato
Mirna Marinho, radiojornalista em Petrópolis, responsável pelo excelente programa Parolu Mondo! reagiu da seguinte forma: Caríssimo Marcio Cotrim: Travei contato com seu artigo no Correio Brasiliense de 05/07 por uma das muitas listas de Esperanto das quais participo. Um dos co-idealistas (esperantistas) nos enviou.
O Senhor tem razão: ninguém "oficial" dá bola para o Esperanto, afinal, quem quer um mundo mais justo, onde as línguas naturais sejam protegidas, tenham seu lugar no seio do mundo e sejam a carinhosa propriedade de seus falantes; onde não haja "língua forte" e "língua fraca", "língua morta" e "língua viva", "língua oficial" e "língua não-aceita" ... onde cada um tenha direito de se expressar em sua língua materna e para os contatos internacionais, haja simplesmente um língua transnacional e lógica - como o Esperanto. Isso interessa? Não! Vivemos num mundo capitalista hostil. O Senhor com muita propriedade tratou o Inglês como "língua capitalista", é fato! Até quando? Arrasto-me atualmente num curso de inglês com meu querido professor Robson Jordão. Não fossem sua inesgotável paciência para comigo, o chá com os biscoitinhos deliciosos que oferece e sua amizade...eu já teria desistido! Não me entra na cabeça a pronúncia do Inglês e os meandros da língua! Ba! Enquanto eu me arrasto com meu professor e pago 175,00 mensais (afora o material didático de Cambridge, de 6 em 6 meses, que me custa mais 150,00) uma americana da minha idade, 36, não tem que fazer isso! Ela simplesmente fala "a língua internacional do mundo", aceita pela ONU e afins e "acha que chegará em qualquer lugar do mundo com sua língua". COITADA, eu digo. Comecei a aprender o Esperanto em 2000, gratuitamente, em minha cidade Petrópolis-RJ. Consegui absorver sua pronúncia em 1 semana - trabalhando os fonemas an e am mais cuidadosamente bem depois. Hoje eu consigo me comunicar em Esperanto com os cinco continentes perfeitamente. Faço a produção e apresento um programa de rádio em Esperanto, veiculado pela REDE BOA NOVA DE RÁDIOS, de São Paulo e disponível na "internet" (!) no endereço http://parolumondo.com - (Fala Mundo). Me divirto e realizo meu maior sonho de infancia: conhecer e compreender todas as pessoas do mundo! Para tal, basta-me uma língua: O Esperanto! O Esperanto me faz feliz, eis tudo. Me sinto incluida no mundo, respeitada e cidadã do planeta Terra. E dane-se a ONU! Sabe, confesso: o pior disso tudo é que eu não tenho tempo de aprender melhor a minha língua materna! Adoraria pagar os mesmos 175,00 reais mensais para estar num curso de Português... língua que eu não domino muito bem! Por fim, sou radialista. A emissora em que trabalho resolveu mudar sua programação, apresentar música de qualidade, uma programação variada... apresentei um projeto antigo que gostaria de ver realizado no rádio: A MÚSICA DO MUNDO! Sabe a resposta que recebi: "Isso não vende! Música internacional é a americana." COITADOS, eu digo! Obrigada por sua atenção e defesa de nosso idioma! Respeitosamente, Mirna Marino Duarte - radialista - Petrópolis - RJ - BRAZIL
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Por Redakcio
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A bandeira do Esperantro tremulou ao pé do Cristo Redentor
Um grupo de esperantistas do Rio de Janeiro tomou a iniciativa singular de fazer uma manifestação em prol da democracia linguística no mundo ao pé do Cristo. Vestiam camisetas emblemáticas, levaram cartazes e a bandeira do Esperanto para dar um pouco mais de visibilidade ao Esperanto. Foram distribuidos panfletos com informações sobre o Esperanto e cursos, bem como informativos fornecidos pelo G.E. Ismael Braga e pelo NITEK. Era uma bela manhã de sol, de 26 de Abril, e o Cristo abria seus braços para os turistas de todo o mundo, que puderam reconhecer no Esperanto, o grande veículo neutro de intercomunicação mundial. Como relata Eliana Thuler de Niterói, uma das participantes do grupo, nos disse que havia muitos turistas franceses e que, por uma questão nacionalista, se recussavam a falar inglês. Uma das esperantistas presentes, Rosana Caramel, falando em francês com eles, pode assinalar como o processo linguístico mundial é complexo e leva a determinações de não comunicação quando se trata de nacionalismo radical. Interessante que o próprio guia desse grupo de franceses era um ouvinte da Rádio Rio de Janeiro, que transmite em esperanto, através do jornalista Givanildo. Esse guia pôde ser o interlocutor entre os franceses e os esperantistas, que assim puderam passar sua mensagem de como o Esperanto representa hoje um dos melhores instrumentos neutros e democráticos de comunicação internacional existentes na atualidade. Eliana Thuler concluiu dizendo que essa é uma iniciativa interessante para difusão do Esperanto e que os esperantistas de todo o país poderiam ter atitudes semelhantes em seus Estados para que o Esperanto seja mais reconhecido entre o nosso povo. A BEL é uma grande incentivadora do "Esperanto nas Ruas" e gostaria de colocar em seu calendário esses programas e iniciativas. |
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Por Adonis Saliba
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 | Gilbert Ledon
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3 de Março: uma lembrança com saudades!
Há 5 anos perdemos o casal Ledon em um trágico acidente. James Pitton nos lembrou ontem através das listas de discussão [VEKI e EKIPE], a perda lastimável desse casal baluarte do movimento esperantista brasileiro. Ele, francês, e ela brasileira, tinham o Esperanto como sua língua de casa. Seus filhos eram "denaskaj esperantistoj". Ledon, o polêmico, era a alma mais humana que conheci, doava-se continuamente pelo movimento e também para o bem estar das pessoas. Antireligioso por excelência, se dizia atéu, mas foi uma das pessoas mais íntegras e com moral cristã que já conheci. Ele não falava sobre essas virtudes, simplesmente demonstrava. Symilde, sua esposa, era uma grande amiga de todos, uma esperantista maravilhosa, uma administradora primorosa, foi realmente um esteio para o nosso movimento. Ela foi, por muitos anos, presidente da EASP, respeitava a todos e não excluia ninguém. Foi também presidente da Liga Brasileira de Esperanto e, nesse grande momento, foi uma das molas-mestre para trazer ao Brasil o Congresso Mundial de Esperanto da UEA realizado em Fortaleza em 2002. Hoje, os Ledon são biografias em si mesmos, já registrados no Wikipedia [Ledon, Symilde]. Fabiano Henrique propôs que os homenageassem nessa data com a reprodução da entrevista que Symilde deu a Givanildo Costa por volta de 1993. Ouça a entrevista [mp3] |
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Por Redakcio
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O Encontro Regional 2008 em Bauru, São Paulo
O Brasil tem dezenas e dezenas de clubes e associações que se reunem para praticar o Esperanto e fazer viver os princípios que o movimento nos propõe para trabalhar. A interação com a sociedade é uma das fundamentações do movimento esperantista. Queremos sempre poder mostrar qual a finalidade do Esperanto. Mesmo em um país, como o Brasil, cujos problemas lingüísticos são mínimos, vemos a força que os esperantistas brasileiros fazem para demonstrar que o idioma e a convivência solidária são possíveis. José Simas, de Bauru, é um exemplar esperantista e um grande catalizador do movimento local. Ele e a Sociedade Bauruense de Esperanto não mediram esforços para integrar sua comunidade local aos princípios esperantistas que abraçamos. Vemos a Casa do Advogado dando força à abertura do evento, o Centro Hermes de Pós-graduação cedendo salas, o presidente da Academia de Letras local comparecendo, a discussão da temática da ONU: Ano das Línguas, a TV Record filmando e mostrando a força e vigor da sociedade local em torno da intercomunicação igualitária e democrática mundial. Isso é atuar de uma forma político-social em favor de um princípio maior do qual o Esperanto é um instrumento. Isso é levar o movimento de dentro para fora. Bauru nos dá um exemplo de como devemos trabalhar. Não podemos nunca fazer do Esperanto um interesse privativo, hedonista e sem sentido. O Esperanto não é para nós, mas é para o mundo, e o mundo precisa saber disso. Exatamente por isso o Encontro Regional de Bauru, nesse 2008, merece nossos parabéns. Vejam abaixo o relatório detalhado preparado por José Simas, organizador do evento, com fotos de Eni Oliveira de São José dos Campos. |
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