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 A comunidade esperantista é um fenômeno social, cultural e lingüístico sem precedentes. O Esperanto mudou os paradigmas da humanidade, pois gerou um novo grupo humano multinacional e multicultural, utilizando um único idioma de contato.
 
Juiz de Fora reconhece o Esperanto PDF Imprimir E-mail
Por Redakcio   
05 de junho de 2006

Juiz de ForaPor Vinicius Werneck 

Sancionado pelo prefeito projeto de lei que cria a Semana de Difusão da Língua Internacional - Esperanto e institui o Dia Municipal do Esperanto

Já é lei a "Semana de Difusão" e o "Dia Municipal" do Esperanto em Juiz de Fora. No dia 19 de maio de 2006 o prefeito sancionou o Projeto de Lei 000003/2006  -  Processo: 5211-00/2006, do vereador e apoiador  da causa esperantista em Juiz de Fora, transformando a idéia na Lei 11132 19/05/2006.

É possível verificar em dois links [ 1 - 2 ] a cobertura da própria Câmara Municipal da cidade. A votação, entretanto, não pode ser acompanhada pelo movimento esperantista da cidade, já que este não foi previamente avisado da agenda de votações da câmara, conforme previamente solicitado.

Antonio JorgeOs esperantistas são rápidos para corrigir informações inverídicas na rede de computadores ou fora dela. Pedimos, também, apoio dos esperantistas para parabenizar o vereador por apoiar esse pedido dos
esperantistas da cidade, e, em menos de 5 meses entregar esse presente ao ideal lingüístico que perseguimos.

Pedimos a todos os esperantistas que façam os agradecimentos ao vereador Antônio Jorge, vereador que está trabalhando em prol do Esperanto.

 


Vinicius conta a história toda de como o movimento e a câmara trabalharam para chegar a essa lei.

Colocamos a mensagem dele, na íntegra, pois o trabalho em prol do Esperanto não é coisa simples de ser feito e muitas vezes depende de um esforço muito grande, que o movimento esperantista também tem que valorizar. O mínimo que nós da Liga podemos fazer é agradecer ao Vinícius pelo seu incrível trabalho e que continue ativo no seu propósico de levar o Esperanto à frente.

 

E-mail de 28/05/2006: 

A história [da lei] é a seguinte.

Em dezembro, após voltar de BH, decidi fazer alguma coisa para ajudar a dinamizar o esperanto na cidade. Aqui temos uma lei municipal sobre ensino do esperanto nas escolas - que não funciona - mas que é da década de 50, acredita? O site da camara de JF está offline, não posso precisar pra você isso agora.

Tenho algum contato com o vereador Antônio Jorge, sutil, mas de respeito. Consultei as leis de outras cidades sobre dia municipal do esperanto e vi que não era uma lei complicada. MG parece-me já tinha uma lei estadual sobre o assunto.

Liguei para o Passini, conversei com ele, e ele me disse pra que eu fosse lutar por isso.

Assim o fiz. Elaborei um pequeno dossiê, com umas 11 páginas, com um texto meu, um do passini, textos de leis, opiniões sobre o esperanto, etc.

Marquei uma audiência com o vereador, apresentei o projeto em 15 minutos. Ele, e isso foi melhor ainda, disse que a mãe dele estudou esperanto um tempo, e se mostrou aberto e muito compreensivo além de prestativo com relação ao tema.

Não impôs condições e aceitou sem pedir pra voltar depois, apresentar o projeto de lei em seu nome - e olha que ele foi o vereador mais votado. Disse-me, entretanto, E COMO ISSO ME DEIXOU FELIZ, que o tema merecia uma Semana Municipal de Difusão, e não apenas um Dia municipal. Pediu-me autorização para apresentar um projeto com ambas as demandas, e assim o fez. Em algumas semanas, no começo de janeiro, já havia um projeto de lei na câmara.

Esse passou por todas as comissões, sempre aprovado, por influência do prestativo vereador.

Em dezembro mesmo, logo no dia que conversei com o vereador, enviei textos para 2 jornais e 2 entrevistas sobre o tema. Dois jornais dos 3 que existem na cidade, dois publicaram coisas sobre essa movimentação (um artigo meu no jornal de maior circulação e 2 entrevistas em um de média circulação, em termos de Juiz de Fora, obviamente. Um deve ter 10 mil de tiragem, e isso é chute, e o outro mil - mas é ligado a uma TV Educativa, então tem certa influência).


Um outro jornal comunitátio divulgou outro artigo meu sobre esperanto e o Passini deu uma entrevista, pelo que me parece, para a TVEducativa da cidade.

Dei uma entrevista para a Acessa.com, portal de grandíssima influência na cidade, com uma grande amiga minha, que, por mim, conseguiu esse espaço. Rita Couto é o nome dela, estudante de Jornalismo na UFJF, à época estagiária da acessa, muito competente e esforçada.


Depois de apresentado o projeto demoraria uns 5 meses para ser votado, por causa de comissões e prioridades da pauta da câmara.


Aí queríamos fazer barulho. Já havia deixado de sobre aviso o Passini e o movimento espírita de JF. Levaríamos bandeiras, faríamos panfletagem, o Passini falaria na tribuna da câmara, convocaríamos a
imprensa. Entretanto, fiquei sabendo por um amigo sobre a aprovação da lei. nem fomos avisados de que seria votada.  Talvez por impossibilidade burocrática mesmo, sabemos como essa questão de pauta é complexa. Aí, infelizmente, não pudemos fazer o barulho que queríamos.

Mas, felizmente, a lei está aprovada e devidamente fazendo parte das leis aprovadas pela câmara.

Não sei se dei as informações necessárias.

A lei não caiu do céu, deu um bocado de trabalho, mas um trabalho que em todo momento sabíamos que ia dar certo. Não houveram embates políticos grandes, embora eu tenha me preparado para isso, estudando questão de bancada e costurando aliados que poderiam interceder caso alguma bancada fosse contra (na câmara legislativa de MG a banda evangélica foi contra, por exemplo).

O movimento aqui passa por altos e baixos. A cidade já teve 2 congressos brasileiros de esperanto e um há 11 anos. Eu sinto que agora estamos crescendo novamente. Enquanto antes tinhamos 1 local fornecendo cursos, atualmente temos 3 possibilidades diferentes de local de metodologia. Embora os  com o mesmo amor à língua e com muito carinho entre os núclos também. Um deles é a Associação, que é nossa representação há quase 1 século, com sede própria e muita dificuldade.

Estamos querendo fazer um encontro ainda esse ano, que iríamos fazer no início de Julho, mas por questões de tempo resolvemos mudar. Não havia sido divulgado mesmo. Sinto que temos muito pra colher em juiz de fora, e muito, MUITO pra plantar com a terra já arada.

Com estima,

Vinicius Werneck
 

 
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