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Acidente da Gol: problemas com a língua? PDF Imprimir E-mail
Por Redakcio   
23 de fevereiro de 2007

gol Nós, esperantistas, sentimos muito que acidentes aéreos, tão graves, como esse da GOL ainda sejam causados por pouca capacidade de comunicação entre os controladores de vôo e os pilotos. A língua convencionada é a língua inglesa. Kent Jones, um engenheiro americano, já mostrou a inadequação dessa língua para a aviação de uma forma contundente como mostra o artigo traduzido do Esperanto pelo Centro Cultural de Campinas. Nosso grande batalhador Gilbert Ledon preparou um livro importantíssimo em Esperanto: Aviada Terminaro (Dicionário Técnico de Aviação em Esperanto) que mostra a adequabilidade do Esperanto à aviação. E agora? Cruzamos os braços e vamos esperar que as pessoas descubram o Esperanto para evitarmos mais mortes? Quantas pessoas precisarão morrer para que se admita que o inglês é uma língua franca, inadequada para a aviação?

O artigo a seguir mostra uma constatação oficial  e fúnebre de que mais uma vez o inglês foi inadequado e matou!

Domínio do inglês poderia ter evitado acidente da Gol, diz ex-controlador de vôo

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O maior acidente da aviação brasileira, ocorrido em setembro de 2006, a queda de um Boeing da Gol que resultou na morte de 154 pessoas, poderia ter sido evitado se os controladores de vôo dominassem a língua inglesa.

A afirmação é do ex-presidente da Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo (Abcta), Ulisses Fontenele. Ele alertou que menos de 10% dos cerca de 2,5 mil profissionais, falam fluentemente a língua inglesa. Segundo Fontenele, os controladores que dominam o idioma, estudaram por conta própria.



Ele considera que pode ter havido dificuldades de comunicação entre os pilotos do Legacy, jato que se chocou com o Boeing da Gol, e os controladores de vôo. Para Fontenele, houve uma sucessão de erros. Ele comparou os fatos ao efeito dominó (que apenas uma peça derruba centenas de outras) e disse que uma ou outra falha que não tivesse acontecido, poderia ter evitado a tragédia

Se não houvesse essa dificuldade com o inglês, logo na saída o acidente não teria acontecido. Mas ocorreu uma infinidade de falhas. Se tivessem conseguido tirar uma só não haveria o acidente", afirmou.

Fontenele explica que atualmente os controladores de vôo fazem um curso de seis meses de fraseologia da língua inglesa. O curso, incluído na formação dos profissionais, ensina termos típicos do controle aéreo. “Depois disso, dependendo de onde ele vai trabalhar, ele não tem mais nenhuma reciclagem. Em seis meses ninguém vai aprender. Você aprende o básico do básico. É uma falha muito grande na formação dos controladores”.

O ex-controlador de vôo alerta que o curso pode não dar ao profissional condições de resolver uma situação anormal. “Se acontecer alguma situação anormal, o controlador de vôo pode não saber se comunicar em inglês. Ele só aprendeu as frases típicas, básicas do tráfego aéreo (na normalidade)”.

Fontenele lembrou outras situações, não trágicas, ocorridas há décadas por falha de comunicação entre pilotos estrangeiros e controladores. Ele citou o exemplo de um piloto americano que voava em direção ao Rio de Janeiro e, ao passar pelo Centro-Oeste, percebeu que havia queimadas no solo e informou ao controle aéreo. O controlador entendeu que o “solo” do avião estava queimando, e o avião foi obrigado a pousar em Brasília.

Segundo a assessoria de comunicação social da Aeronáutica, desde 2004 existem convênios com escolas de língua inglesa para aperfeiçoamento dos controladores de vôos. A assessoria também informou que somente controladores que falam inglês trabalham com vôos internacionais.
fonte de informação: Agência Brasil

9 de Fevereiro de 2007 - 10h48 - Última modificação em 19 de Fevereiro de 2007 - 10h49
 
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