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04 de dezembro de 2008
Destaques
 O Esperanto é gramaticalmente regular e com relativa facilidade de aprendizado. Foi comprovado cientificamente que aprendê-lo auxilia no aprendizado de outros idiomas.
 
Esperanto na Universidade Federal do Espírito Santo PDF Imprimir E-mail
Por Redakcio   
15 de março de 2007

http://esperanto.org.br/bildaro/albums/userpics/normal_Esper_na_Ufes_turma_no__Monumento_5.jpg Os esperantistas trabalham silenciosamente no Espírito Santo e dão um grande passo para o desenvolvimento de nossa língua em terras capixabas. E estão fazendo um trabalho de alto nível, valorizando a necessidade mundial  do Esperanto, dentro da Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória. São cursos extracurriculares inclusos na grade escolar. Naturalmente, que hoje não temos tantos alunos de Esperanto assim, uma vez que há um senso comum que o inglês é a língua franca mundial, mas um dia o bom senso da humanidade reconduzirá o Esperanto ao seu status de língua neutra, auxiliar e transnacional. E são atitudes ,como essas do Prof. Aragão e Malacarne, que estão preservando o nosso Esperanto, através não só o ensino do idioma, como também da sua grande função mundial  de democratização da comunicação lingüística mundial. A Liga Brasileira de Esperanto se posiciona muito favoravelmente a medidas como essa e convoca todos os esperantistas a seguir esse caminho de ensino e divulgação do Esperanto em todo Brasil. Nesses 100 anos da Liga, estamos recebendo com isso um grande presente do Espírito Santo. A Liga não pode fazer nada sem os seus membros e esperantistas. O Esperanto e seu desenvolvimento depende de todos que fazem seu trabalho de esperantista nas diversas regiões do Brasil levando avante o ideal de Zamenhof. Esperantistas capixabas, obrigado por esse grande trabalho e pelo grande exemplo.

Eis o relato dos professores.

Língua Internacional de novo na UFES

A Língua Internacional Esperanto volta a ser estudada na Universidade Federal do Espírito Santo depois de alguns anos de ausência. Desde agosto de 2004 o Esperanto vem sendo, mais uma vez, oferecido aos alunos da Universidade e à Comunidade em geral. Inicialmente como curso extracurricular, mas já a partir da segunda edição, como Curso de Extensão, promovido pela Pró-Reitoria de Extensão da UFES, e com direito a certificado.

Hoje já estão contabilizados 4 cursos-básicos (um a cada semestre) oferecidos pelos instrutores Márcio Malacarne – Mestre em Física e funcionário da Instituição – e Wilson Aragão Filho, professor do Departamento de Engenharia Elétrica. Cerca de quinze alunos – em média – iniciaram cada um dos cursos, tendo concluído com aproveitamento, normalmente a metade dos cursistas, a cada semestre. Não é um número grande, mas segue a tendência dos esforços de divulgação da Língua Internacional – o Esperanto –, que costuma despertar o interesse de pessoas já envolvidas com cursos regulares de línguas estrangeiras (particularmente do inglês). Como o Esperanto é oferecido gratuitamente e de forma extracurricular, sem obrigação de continuidade semestre após semestre, “na hora do aperto é esse curso que é deixado de lado”, esclarecem os instrutores. Como fruto dessa dificuldade, inclusive, o último curso-intermediário oferecido em setembro passado (2006) destinado àqueles que já haviam feito o curso básico, teve de ser interrompido por “falta de quorum”, já que a presença caiu muito, inviabilizando a sua continuidade. “Mas neste ano (2007) recomeçamos a luta com um novo esquema: curso-básico no primeiro semestre e curso-intermediário nos segundo”, afirma o Prof. Aragão.


Segundo ainda Aragão, Dr. em Engenharia Elétrica e professor na Universidade há 22 anos, envolvido com o Esperanto há pouco mais de cinco, os novos alunos serão incentivados a encarar o curso com mais seriedade e envolvimento. Os planos já estão traçados: aulas divididas em parte teórica e prática, para que os alunos já pratiquem a língua em sala-de-aula desde o começo; troca intensiva de mensagens pela Internet, entre os alunos e os instrutores, e muita música com auxílio de recursos eletrônicos. A possibilidade de comunicação pela Internet, particularmente, será mais explorada pelos instrutores, já que é, de fato, um caminho excelente para a auto-aprendizagem. Isto ficou claramente demonstrado por Vitor dos Santos, um dos ex-alunos e concluinte do segundo curso de extensão, que logo após tê-lo terminado iniciou os contatos por texto e por voz com falantes do Esperanto no mundo inteiro, usando a Internet. “Estes contatos me permitiram praticar o Idioma Internacional e falar com boa fluência após apenas um ano de estudos e prática pela Rede”, explica Vitor. E a língua, que muitos consideram morta parece mais viva do que nunca na Universidade, e os seus semeadores prometem continuar a semeadura ainda com mais força e entusiasmo no ano que se inicia.


Wilson Aragão Filho, Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ;

Márcio  Malacarne, Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

 
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