| ONU se declara a favor do multilinguismo |
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| Por Adonis Saliba | |
Em um texto bem estruturado e muito elucidativo em relação a situação mundial das línguas, Koichiro Matsuura, Diretor Geral da Unesco, envia uma mensagem sobre a celebração do Ano Internacional das Línguas em 2008 da ONU. É um texto em português, em Esperanto e em muitas outras línguas. O texto é interessante e há nele um trecho em especial que se refere ao uso das línguas internacionais. ...
certamente, não está falando de outros pretensos projetos de língua internacional. Quando ele cita no plural "línguas internacionais" está falando do uso do inglês, que hoje é uma língua franca no mundo e do Esperanto como a lingua planejada e viva que já faz esse papel de língua internacional. Somem isso ao Esperanto sendo candidato a um prêmio nobel e o centenário da UEA. Tudo parece um convite a ser um ano de reconhecimento de nosso idioma. Não queremos criar aqui vãs expectativas centenárias de um reconhecimento mundial da ONU, apesar dos já existentes reconhecimentos oficiais da UNESCO, mas devemos agir como ele mesmo indica nesse parágrafo "Com o encorajamento e com o desenvolvimento de políticas língüísticas que permitam a cada comunidade lingüística usar sua língua principal, ou materna, tão amplamente e frequentemente quão possível, incluindo o uso na educação, ao lado do uso de uma língua nacional ou regional e de uma língua internacional". Isso parece Zamenhof falando, parece um adendum às idéias do Manifesto de Praga. Essa é a política do Esperanto e sempre o foi. Matsuura fez um texto emocionante, apela para o bom senso da humanidade, traz o multilinguismo como a forma democrática de manutenção das culturas. Ele nos convida ao trabalho pela luta desse ideal maior. Por isso, ao divulgarmos o Esperanto temos que nos ater aos princípios do Esperanto. Não podemos deixar passar a idéia de língua universal, que vem substituir todas as outras, mas sim o fato do Esperanto ser uma língua internacional (termo utilizado pelo secretário da Unesco), uma língua que anda, lado a lado, com todas as culturas, respeitando todas e, ao mesmo tempo, sendo uma ponte de comunicação e de contato humano e humanizado. Devemos entender profundamente que o Esperanto não é nosso, mas é de todos nós da humanidade. Pertence ao homem em sua eternidade, em seu ideal de comunicação transnacional. |
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